Web 2.0 e a inteligência coletiva


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Dizem que uma das características da Web 2.0 é o conteúdo colaborativo, que está diretamente ligado à inteligência coletiva. Neste conceito, o exemplo mais utilizado é a Wikipedia, onde você pode colaborar para tornar o artigo que você está lendo melhor, se você tiver um entendimento do assunto. Mas como você poderia aplicar esse conceito em um projeto que você esteja desenvolvendo, agregando-lhe valor?

Imagine que você tenha um banco de imagens enorme, mas que sofre da dificuldade de se fazer buscas, visto que as opções são o contexto onde ele está sendo exibida — o texto próximo à ela — e o próprio nome do arquivo, que muitas vezes é inútil. Como fazer para dar relevância a uma busca deste tipo? Simples! Vamos chamar os usuários para que eles façam tal classificação. Em uma situação cotidiana, ninguém se importaria com isso. Mas o Google, utilizando a inteligência coletiva e sem gastar nenhum centavo, conseguiu tal proeza.

Não sei se você se lembra de um pequeno jogo chamado Google Image Labeler, cujo objetivo é classificar as imagens de modo que o mecanismo de busca seja capaz de dar mais ou menos relevância às imagens, em relação ao termo buscado.

Na semana passada, um amigo me enviou um link para uma busca de imagens no Google. Ele pediu para eu notar um parâmetro na URL chamado imgtype com o valor face. Tal parâmetro faz retornar apenas imagens que, de alguma maneira, tenham relação com rostos. Quando vi essa funcionalidade, logo lembrei do Image Labeler. Brilhante, não? O Google agregou um enorme valor à sua ferramenta de busca, sem gastar nada.

Veja essa funcionalidade, numa busca pela banda Millencolin.